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SocialUP3D Falar com a Cristiane

Realidade Virtual aplicada à ansiedade social

Enfrentar o que se teme,
um passo de cada vez.

O SocialUP3D é uma ferramenta de intervenção em Realidade Virtual para o Transtorno de Ansiedade Social, usada dentro de um acompanhamento psicológico individualizado, on-line ou presencial.

Conduzido por Cristiane Maluhy Gebara, psicóloga, CRP 06/35964. Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisadora do IPq-HC-FMUSP.

Psicóloga conduzindo a sessão pelo notebook enquanto o paciente usa os óculos de Realidade Virtual
A sessão é conduzida pela psicóloga: ela controla o que o paciente visualiza.

O que é

Uma técnica dentro do tratamento, não um tratamento sozinho.

O SocialUP3D é uma ferramenta de exposição gradual em Realidade Virtual, aplicada pela psicóloga durante a sessão e integrada à Terapia Cognitivo-Comportamental.

Exposição gradual em Realidade Virtual

Cenários que reproduzem as situações temidas, apresentados em ordem crescente de dificuldade, no ritmo que cada pessoa suporta.

Aplicado dentro da sessão

Quem conduz é a psicóloga. Ela escolhe o cenário, acompanha a reação e ajusta o passo seguinte a partir do que observa.

Um degrau intermediário

Entre imaginar a situação e encará-la na rua, existe um passo do meio. É nele que o aplicativo entra, para tornar a exposição sustentável.

A exposição ao vivo é uma das técnicas centrais da TCC, e também uma das mais difíceis de sustentar. O desconforto diante da situação temida costuma comprometer a adesão logo no início. A Realidade Virtual abre um degrau intermediário.

O aplicativo é parte do processo, não o processo inteiro: não substitui a terapia, não é autoaplicável e não dispensa a avaliação clínica que define o que cada pessoa precisa.

Para quem

Para quem sente medo intenso de situações sociais ou de desempenho.

O SocialUP3D é indicado a quem busca tratamento para o Transtorno de Ansiedade Social e faz esse trabalho com acompanhamento psicológico. Não é um aplicativo de uso livre: quem aplica é a psicóloga, dentro da sessão.

Quem já está em terapia e quer avançar na exposição

Quem vai começar o tratamento agora e quer entender o caminho

On-line para todo o Brasil ou presencial em São Paulo

A ansiedade social se apresenta de formas diferentes, e isso muda a estrutura da intervenção. Na prática, os quadros costumam se organizar em dois perfis, que podem aparecer juntos.

Desempenho

Falar em público, conduzir reuniões, fazer apresentações acadêmicas ou profissionais, expor-se diante de superiores. Comum em quem trabalha com liderança, mercado financeiro e cargos corporativos.

Interação

Conhecer ou abordar pessoas desconhecidas, iniciar e manter conversas, participar de eventos e reuniões sociais, expressar opinião em grupo.

Sensação de presença

O que diferencia a Realidade Virtual de um vídeo é estar dentro da cena.

A imersão, a interação e o sentido de presença, descrito na literatura como a sensação de estar em um lugar que existe fora de si, são o que permitem que o cérebro responda à situação virtual de forma parecida com a situação real. É por isso que a exposição funciona ali dentro.

Como funciona

Simples de usar, do lado do paciente.

Óculos Cardboard sendo preparados para a sessão

Óculos Cardboard e o próprio celular

O paciente usa óculos Cardboard acoplados ao celular. É um equipamento simples e de baixo custo, escolhido justamente para que a Realidade Virtual saísse do laboratório e chegasse ao consultório.

Celular exibindo um dos cenários sociais tridimensionais do aplicativo

Cenários que reproduzem o que se teme

Os cenários tridimensionais recriam situações sociais e de desempenho. A exposição avança de forma gradual, respeitando o ritmo de cada pessoa e o planejamento definido na avaliação.

Óculos e celular sobre a mesa durante o atendimento

A psicóloga conduz, inclusive on-line

Pelo notebook, a psicóloga controla o que aparece para o paciente e acompanha a reação a cada etapa. O atendimento acontece on-line ou presencialmente, conforme a indicação clínica.

A referência utilizada no material científico é de até 12 sessões, e o número é sempre individualizado. Quadros mais circunscritos costumam exigir menos; quadros mais amplos, mais. A definição vem da avaliação inicial, nunca de um pacote fechado.

Ciência e origem

Nasceu de uma necessidade clínica, não de uma tendência de tecnologia.

  1. 2010

    Ao revisar a literatura para o capítulo de Fobia Social do compêndio Clínica Psiquiátrica, Cristiane encontra resultados consistentes de tratamentos com Realidade Virtual. No Brasil, nenhum tratamento em transtornos mentais usava a tecnologia.

  2. 2011

    Com orientação do Prof. Dr. Lotufo Neto, nasce o Programa RVFS, com personagens reais gravados em estúdio 3D e inseridos em cenários virtuais. Exigia notebook 3D e óculos estereoscópicos.

  3. Pesquisa

    O programa foi pesquisado no AMBAN, o Programa de Ansiedade do IPq-HC-FMUSP, com participantes diagnosticados com Transtorno de Ansiedade Social.

  4. Hoje

    Com o fim dos equipamentos 3D no mercado, o sistema foi simplificado: o aplicativo roda no celular dentro de óculos Cardboard, e o formato passou a permitir também o atendimento on-line.

Cristiane Maluhy Gebara segurando os óculos Cardboard com o SocialUP3D na tela

Quem conduz

Cristiane Maluhy Gebara

Psicóloga, CRP 06/35964. Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, pesquisadora e docente do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP. Mais de 30 anos de prática clínica em Terapia Cognitivo-Comportamental.

O SocialUP3D nasceu da observação, ao longo dessas três décadas, de que muitos pacientes com ansiedade social não conseguiam sustentar a exposição ao vivo. A ideia foi criar um degrau anterior, mais gradual e mais acolhedor, para começar o enfrentamento.

Todos os atendimentos com o SocialUP3D são conduzidos por ela.

Conhecer a trajetória completa
  • Atendimento on-line para todo o Brasil, e presencial em São Paulo.
  • Intervenção integrada à Terapia Cognitivo-Comportamental.
  • Planejamento individualizado a partir da avaliação inicial.
  • Aplicativo desenvolvido pela própria psicóloga.

Contato

Conte o que está acontecendo.

O primeiro passo é uma conversa. A partir dela, a Cristiane avalia se o SocialUP3D faz sentido para o seu caso e como a intervenção seria estruturada.